Uma
pesquisa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), divulgada
nesta terça-feira, 31/03, apurou que ao menos 59% dos ataques cibernéticos
registrados no estado atingem as finanças das empresas. E mais de 60% desses
atentados acontecem em indústrias de pequeno e médio porte. O levantamento
Segurança Cibernética foi feito pela entidade com objetivo de compreender como
o setor produtivo enxerga as ameaças cibernéticas. A sondagem foi durante o
Congresso Nacional de Segurança Cibernética, organizado pelo Departamento de
Segurança (Deseg) da Fiesp.
A
pesquisa apurou ainda que 46,2% dos ataques a empresas de grande porte tem como
alvo as informações sigilosas. “A grande indústria investe em sistemas de
bloqueio na área financeira, por isso os alvos são as micro e pequenas, mais
vulneráveis, e deixa mais expostas as informações sigilosas e valiosas”,
explicou o diretor do Deseg, Rony Vainzof.
Na
avaliação do diretor, problemas e prejuízos podem diminuir se as empresas
considerarem como prioridade no planejamento estratégico investimentos para a
segurança cibernética.“Há ainda uma certa imaturidade das empresas, em relação
à proteção e uso da rede mundial. Faltam práticas de políticas e de regras
internas, além de treinamento de pessoal. A tecnologia não resolve o problema
sozinha”, afirmou.
Funcionários
treinados
Os
dados da pesquisa indicaram que enquanto 96,4% apostam na instalação de
antivírus para prevenir ameaças virtuais, 40,1% investem em aplicação de normas
internas e apenas 21,2% oferecem treinamento aos funcionários diretamente
ligados com o uso da internet. “Segurança cibernética mais eficaz combina
pessoas, processos e tecnologias. Quando esta balança não está equilibrada, as
organizações ficam expostas”, reforçou Vainzof.
A
falta de identificação das ameaças também é um desafio a ser vencido pelas
empresas. Segundo a sondagem, 23,5% delas não sabem se houve ataques, sendo que
19,5% são de grande porte. O levantamento também mostra que mais de 53% não
exigem que funcionários troquem a senha periodicamente e 47% não monitoram os
e-mails transmitidos pelo pessoal, aumentando o risco de ataques e invasão a
ambientes restritos.
“A
solução não é complexa, tampouco custosa. A sugestão é que empresas comecem a
aderir a soluções de monitoramento por 24 horas, sempre de forma transparente,
ou seja, com o conhecimento prévio dos usuários envolvidos”. O Deseg ouviu 435
indústrias do estão de São Paulo entre os dias 12 de janeiro e 2 de fevereiro
deste ano. Dos entrevistados, 54,7% corresponde a empresas de micro e pequeno
porte, 35,9% a companhias de médio porte e 9,4% a organizações de grande porte.
Link: http://convergenciadigital.uol.com.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=39286&sid=18#.VRvlCfnF9HW
Fonte: Convergência Digital
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